é coisa do coração.
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sábado, 28 de agosto de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Ora bolas e soutiens
É que eu não sou mesmo nada do género de queimar o soutien e julguei que hoje era o dia em que finalmente diria, Sempre é verdade que as mulheres precisam de homens para alguma coisa!, até porque as portas eram pesadas para chuchu e os gatafunhos do carpinteiro roçavam o indecifrável, mas não é que para minha grande desilusão lá consegui fazer tudo sozinha e por conseguinte continuo só a querer homens e não a precisar deles? Oh c'um caraças.
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amores
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Apaixonei-me
É ridiculamente baixo, peludo e diz coisas assim:
- Could you hand me over the newspaper? I wanna check out the ads.
- You can't read those, they're classified! Haa-haaaaa...
Adorável, o meu Alf.
- Could you hand me over the newspaper? I wanna check out the ads.
- You can't read those, they're classified! Haa-haaaaa...
Adorável, o meu Alf.
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amores
sábado, 10 de julho de 2010
Top Ten dos Casais
1. Tomate cherry & manjericão.
2. Brie & compota de framboesa.
3. Pão & manteiga.
4. Tawny fresco & foie gras.
5. Avelãs & mirtilos secos.
6. Endívias & roquefort.

2. Brie & compota de framboesa.
3. Pão & manteiga.
4. Tawny fresco & foie gras.
5. Avelãs & mirtilos secos.
6. Endívias & roquefort.
7. Pimentos Padrón & muito sal.
8. Monte da Peceguina tinto & azeitonas pretas.
9. Fondant de chocolate & sorvete de limão.
10. Jaquinzinhos & arroz de grelos.
8. Monte da Peceguina tinto & azeitonas pretas.
9. Fondant de chocolate & sorvete de limão.
10. Jaquinzinhos & arroz de grelos.
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amores
E se um desconhecido lhe oferecesse flores?
Nos anos 80, seria obviamente Impulse.
Mas e hoje? Onde acaba a coragem do impulso e a excentricidade do momento para dar lugar à evidência do desespero?
Sonhamos com as coincidências cósmicas que fazem saltar príncipes e princesas dos arbustos para aterrarem nos nossos colos, almejamos momentos mágicos em que sacam das cartolas o Inesperado, suspiramos a cada "boy meets girl" no grande ecrã desde que não meta a Meg Ryan. Mas vai-se a ver... torcemos o nariz com cepticismo e desconfiança de cada vez que alguma coisa remotamente semelhante acontece de facto.
Que de errado se passa connosco?
Mas e hoje? Onde acaba a coragem do impulso e a excentricidade do momento para dar lugar à evidência do desespero?
Sonhamos com as coincidências cósmicas que fazem saltar príncipes e princesas dos arbustos para aterrarem nos nossos colos, almejamos momentos mágicos em que sacam das cartolas o Inesperado, suspiramos a cada "boy meets girl" no grande ecrã desde que não meta a Meg Ryan. Mas vai-se a ver... torcemos o nariz com cepticismo e desconfiança de cada vez que alguma coisa remotamente semelhante acontece de facto.
Que de errado se passa connosco?
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Noite de Sushi e Outras Coisas Cruas

P - Então vamos?
W - Vamos lá!
P - Está combinado, então.
W - Combinadíssimo.
P - E quem vai?
W - Ora... A, B e C não podem. O D... a mulher não o deixa.
P - Ainda essa merda?
W - Ainda. Imagina.
P - Achas o E boa ideia?
W - É complicado, separou-se agora da F e as coisas ainda estão muito...
P - Frescas?
W - Não, pá, não tem dinheiro. Não pões mesmo a hipótese de ir com a G?
P - Vai-te foder.
W - É justo. E então, vamos só os dois, é?
P - ... Acho que não.
W - Seria muito estranho.
P - Então não vamos, não é?
W - Parece que não.
P - Combinadíssimo.
sábado, 20 de março de 2010
Sitting on love
Por contraditório que pareça, passo a esmagadora maioria do meu tempo livre a trabalhar. Depois de ter atulhado a minha secretária de papelada até ao tecto, "mudei-me" sorrateiramente para a mesa da sala. Tal significa que 1) não posso dar jantares cá em casa, 2) passo todo o tempo sentada numa cadeira redonda (o que me impede de dizer que "passo tanto tempo sentada que já tenho o rabo quadrado").
Esta cadeira redonda teve a sua primeira encarnação na Noruega, na década de 1930. Alguém a salvou até ao século XXI e outro alguém a restaurou impecavelmente e pôs à venda numa loja especializada em vintage, retro, art deco... Todos esses fancy names para as outrora chamadas Antiguidades. Como o fancy é caro, eu namorei-a durante muito tempo e depois troquei-a sensatamente por uma série de electrodomésticos brancos. Mas como o verdadeiro amor nunca se esquece, mais tarde voltei a visitá-la e apresentei-lhe o meu pai. Ora, ela caiu-lhe no goto e ele resolveu apoiar a nossa relação.
Como é muito trabalhador, o meu pai não tem muito dinheiro. Contudo, tem um olho fantástico para cores e formas, absorve-as como se de uma palavra se tratasse - um conjunto de elementos (letras/sons) aleatórios e variados, perfeitamente ordenado para produzir um significado uno, um inequivocável sentido. Invejo-lhe essa capacidade, não me conformo com não a ter herdado. Apartes à parte, o meu pai tratou de arranjar todas as letras e sons necessários para reproduzir cadeira. Duas viagens a Paços de Ferreira mais tarde, a segunda encarnação das oito norueguesas habitava já a minha casa na baixa portuense.
Se isto não é o amor, então o que é?
Um ano mais tarde, sete norueguesas mudaram-se para um 5ºEsqTras. Uma ficou para trás, sob pretexto de... já não me lembro... e com a promessa de ser devolvida em breve. Hoje pode ser encontrada no mesmo lugar, riscada até ao tutano.
Se isso não é desamor, então o que é?
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