segunda-feira, 11 de junho de 2012
Precisa-se de menino preto
para se sentar no meu colo e tirar uma fotografia. O meu perfil na rede está pouco social.
domingo, 10 de junho de 2012
O Primavera Sounds, depois do Primavera Sounds.
Os senhores da Ípsilon e assim são obrigados a deixar os artigos prontos na secretária antes dos concertos acontecerem, a sério. Eu conto como foi realmente o OPS Porto até agora, sem dizer "etéreo" nem "hipster".
Os The Drums queriam ser os The Smiths mas já não dá, já houve uns desses. Suede foi muito bom. As grandes expectativas em relação a Beach House derreteram-se numa coisa assim morna, com o alinhamento mais aborrecidamente criterioso que já se viu. Tanto M83 como Saint Étienne fizeram os camisas-de-flanela mais resistentes abanar o rabiosque, pimba tomem lá. Os Kings of Convenience queixaram-se de que o barulho dos outros palcos não os deixava entrar no mood certo para tocarem as músicas que queriam. Ainda esperámos todos um bocadinho em silêncio que acabasse o outro concerto porque eles pediram (juro, aconteceu, foi confrangedor), mas depois lá tiveram que tocar outras. Foi uma pena, as músicas que eles queriam mesmo tocar eram de certeza as boas. Uma das grandes surpresas foram os XX. Meteram muito medo às pessoas com aqueles olhos arregalados no vazio e a verdade é que resultou, toda a gente escutou com muita atenção e emoção contida. Mentira, alguns choraram, eu vi.
No geral, o Primavera Sounds foi muito fofinho, havia sacolas de pano que se transformavam em toalhas de pequenique e bolsas pequeninas que eram cinzeiros. Estava tudo muito organizado, havia pouquíssimas filas apesar do mar de gente, os concertos foram muito pontuais e o espaço esteve bastante asseado, até porque 70% eram estrangeiros e usavam de facto os contentores do lixo e os cinzeiros. Também havia um wine bar que servia em copos de vidro com pé. Um festival decente, sem dúvida a repetir.
Se a direita tivesse um Avante, podia perfeitamente ser este.
Os The Drums queriam ser os The Smiths mas já não dá, já houve uns desses. Suede foi muito bom. As grandes expectativas em relação a Beach House derreteram-se numa coisa assim morna, com o alinhamento mais aborrecidamente criterioso que já se viu. Tanto M83 como Saint Étienne fizeram os camisas-de-flanela mais resistentes abanar o rabiosque, pimba tomem lá. Os Kings of Convenience queixaram-se de que o barulho dos outros palcos não os deixava entrar no mood certo para tocarem as músicas que queriam. Ainda esperámos todos um bocadinho em silêncio que acabasse o outro concerto porque eles pediram (juro, aconteceu, foi confrangedor), mas depois lá tiveram que tocar outras. Foi uma pena, as músicas que eles queriam mesmo tocar eram de certeza as boas. Uma das grandes surpresas foram os XX. Meteram muito medo às pessoas com aqueles olhos arregalados no vazio e a verdade é que resultou, toda a gente escutou com muita atenção e emoção contida. Mentira, alguns choraram, eu vi.
No geral, o Primavera Sounds foi muito fofinho, havia sacolas de pano que se transformavam em toalhas de pequenique e bolsas pequeninas que eram cinzeiros. Estava tudo muito organizado, havia pouquíssimas filas apesar do mar de gente, os concertos foram muito pontuais e o espaço esteve bastante asseado, até porque 70% eram estrangeiros e usavam de facto os contentores do lixo e os cinzeiros. Também havia um wine bar que servia em copos de vidro com pé. Um festival decente, sem dúvida a repetir.
Se a direita tivesse um Avante, podia perfeitamente ser este.
sábado, 2 de junho de 2012
1992
A Sara. A Sara tinha um rosto perfeito, simétrico, a pele orgulhosamente branca, o cabelo naturalmente preto. Magra, as clavículas salientes emolduravam-lhe a face e quase distraíam de um peito farto, rijo e empinado. Fazia teatro, usava veludo e preto e andava em biqueiras de aço. Quando se descalçava ficava pequena, podia ser outra, uma qualquer, pensei eu algumas vezes. Gesticulava com precisão e queria estudar ciência política. A mãe limpava casas e o pai fazia reparações de cabos telefónicos na Portugal Telecom. Um dia caiu de um poste e morreu, ali na rua, ali, naquele minuto, no chão da terra onde sempre viveu. A Sara disse-me que eu devia ouvir o novo álbum dos Cure, o Wish. A música 8 era a única coisa na vida que a fazia chorar.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Os portugueses
não se podiam borrifar mais para o ambiente, andam de ponta em mola e batem na mulher quando chegam do trabalho. Olha que novidade.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Miopia
Família da família, o Adriano via ao longe. Não todos os dias, mas em noites em que as mais antigas companhias me avisam que chega disto e que fizeram as malas, preocupa-me perder por geração uma fatia de poder de enxergar além.
terça-feira, 8 de maio de 2012
O meu homem
apanha-me os livros quando vou para o banho e lê as páginas que eu li, para não me perder pitada.
domingo, 6 de maio de 2012
Prioridades troikadas
Do mal o menos, quero acreditar que a actual proliferação de golpes do baú é um efeito colateral da crise.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
apoio mural
acto de compaixão que consiste em carregar no Like de um post com 3 dias sem fãs nem comentários.
Toma lá, Nicha.
Filha, se sonhas com ele todos os dias, é porque ele é provavelmente o homem dos teus sonhos.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Era qualquer coisa assim
- Marriage is like a room with a window you can't open. No, no. Marriage is like a room with no windows. And the room keeps getting smaller and smaller by the day. There comes a time when you simply must get out of it.
- You just married the wrong man, I suppose.
- No. He married the wrong woman.
- You just married the wrong man, I suppose.
- No. He married the wrong woman.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Hei lá
Vinha aqui mexer isto com um pau a ver se ainda respirava e ia aproveitar para mandar umas postas de pescada, mas abri um ou outro blogue e deu-me a vergonha de não levar isto com mais seriedade e comprimento. Assim, muito respeitosamente vos deixo apenas um notável sonoro de outrora, que propiciaria jeitosas inspirações.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
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